Saiba mais sobre o manejo de plantas transgênicas resistentes a insetos

As plantas geneticamente modificadas com atividade inseticida, popularmente conhecidas como Bt, se tornaram grandes aliadas dos produtores rurais no esforço para minimizar os danos causados por insetos nas lavouras. No entanto, o cultivo de áreas contínuas com Bt resulta em grande pressão de seleção sobre as pragas e para que não ocorra a “quebra da resistência” é recomendado um manejo específico.

Segundo o conselheiro do Conselho de Informações sobre Biotecnologia e mestre em Entomologia, José Magid Waquil, a adoção do refúgio é, dentre todas as boas práticas, a principal ferramenta para retardar a resistência em populações de insetos. “A semeadura de um percentual da lavoura com variedade não Bt, de igual porte e ciclo da planta transgênica, é fundamental para produzir insetos suscetíveis à toxina inseticida que acasalem com os eventuais indivíduos resistentes e gerem uma prole também suscetível ao Bt”, explica Waquil.

Além de aderir à essas áreas, o produtor também pode fazer uso de eventos piramidados, ou seja, que expressem mais de uma proteína efetiva para o grupo-alvo. Também é importante a utilização de alternativas de controle (como inseticidas químicos e controle biológico), quando a infestação da praga atingir nível de dano.