Desde a introdução das sementes geneticamente modificadas (GM) no Brasil, em 1998, essa tecnologia tem se mostrado uma aliada dos agricultores no aumento de produtividade em consonância com práticas sustentáveis. Entre 1998, ano da aprovação da primeira soja transgênica no País, e 2017 (período em que outras 12 variedades foram aprovadas), a produtividade de soja teve um incremento de 43% no País, passando de 2,3 toneladas por hectare para 3,3 toneladas por hectare, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Três das 13 variedades transgênicas de soja comercializadas atualmente no mercado brasileiro expressam a proteína Cry1. O nome popular dessas três variedades – soja Bt – deve-se ao fato de essa proteína ser derivada da bactéria Bacillus thuringiensis, comumente encontrada no solo e em outros ambientes naturais. A Cry1 é específica para algumas espécies de insetos da ordem Lepidoptera; dessa forma, apresenta excelente proteção contra as principais lagartas que atacam a cultura da soja.

A soja Bt protege contra as principais pragas da cultura durante todo o ciclo de desenvolvimento da planta. Ao se alimentarem de grãos Bt, as lagartas-alvo da tecnologia ingerem a proteína Cry1, que se liga a receptores específicos no tubo digestivo do inseto, provocando a ruptura da membrana do intestino médio e, consequentemente, a morte do animal.

Pragas controladas pela Soja Bt:

  • Lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis)
  • Lagarta falsa-medideira (Chrysodeixis includens / Rachiplusia nu)
  • Broca-das-axilas (Crocidosema aporema)
  • Lagarta-das-maçãs (Heliothis virescens)
  • Lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus)
  • Gênero Helicoverpa (Helicoverpa spp.)

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