Em meados dos anos 2000, o cultivo de grãos no Brasil, especialmente de milho, enfrentava graves problemas decorrentes das infestações de insetos. À época, devido ao histórico de uso continuado, os defensivos químicos já não controlavam as pragas com a eficiência desejada e o número de aplicações necessárias aumentava gradativamente.

Entretanto, em março de 2005, foi aprovada a Lei nº 11.105/05 (Lei de Biossegurança), que regulamentou todos os aspectos do uso de organismos geneticamente modificados (OGM) no Brasil. A lei abriu caminho para a introdução de sementes transgênicas na agricultura, uma nova opção para que os agricultores controlassem as pragas na lavoura. Dessa data até hoje foram liberadas comercialmente diversas tecnologias que contribuem para o ganho de produtividade no campo.

Entre as sementes geneticamente modificadas (GM) aprovadas no País, destacam-se as resistentes a insetos. Essa característica foi obtida por meio da inserção de genes da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt), os quais promovem a expressão de proteínas com ação inseticida. Quando ingeridas pelo inseto-alvo, essas proteínas se ligam à parede do intestino causando danos ao sistema digestivo e levando à morte. A introdução dessa tecnologia nas lavouras teve impacto extremamente positivo na agricultura brasileira.

Para a preservação da tecnologia Bt, assim como para qualquer outra estratégia de controle de pragas, é fundamental um programa de Manejo de Resistência de Insetos (MRI) adequado. Deste modo, é extremamente importante a adoção de Boas Práticas Agronômicas em Culturas Bt, a fim de preservar a suscetibilidade das pragas às proteínas inseticidas. Neste site você vai ficar por dentro do que é necessário fazer para prolongar a eficácia das tecnologias, proteger sua lavoura e ter uma ótima colheita.

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