Laercio Lenz, produtor de Sorriso (MT)

Laercio Lenz, produtor de Sorriso (MT), protagonizou junto com sua família a campanha nacional do programa Boas Práticas Agronômicas. Ele conversou com a equipa do Boas sobre sua experiência no campo e na preservação da biotecnologia. Além da entrevista, ele também gravou um vídeo exclusivo para o site que você pode assistir no final do texto.

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Boas: O senhor poderia contar um pouco da sua trajetória como produtor e sua relação com a tecnologia?
Laércio: Meu pai era produtor rural no Rio Grande do Sul e nessa época já se preocupava em conhecer as tecnologias que vinham surgindo. Isso é uma coisa que veio de berço porque meu pai e meu avô sempre procuraram fazer isso. Eu continuei e passo isso para os meus filhos. Saímos do Rio Grande do Sul e passamos por Minas Gerais antes de nos fixarmos no Mato Grosso e sempre mantivemos essa mentalidade, adequando nossa propriedade da melhor forma possível para que o sistema de produção seja bom para nós, para os funcionários, para a natureza e também comercialmente. Antes a tecnologia estava mais presente nas máquinas agrícolas, mas hoje os produtos com biotecnologia, como as plantas Bt, são um grande diferencial.

Boas: Como a tecnologia te ajudou ao longo dessa sua caminhada?
Laércio: A tecnologia mudou o campo da água para o vinho. Hoje nós temos na propriedade tecnologias que há 10 anos atrás nós não imaginávamos que teríamos acesso. Esse avanço nos ajudou muito no que se refere a eficiência no trabalho e a rentabilidade na lavoura. Na minha propriedade, que é considerada média aqui na região, eu planto 860 hectares e consigo fazer plantio e colheita quase que só com mão de obra familiar. Com a tecnologia a gente consegue envolver a família e segurar ela no campo, coisa que antigamente não acontecia. Os filhos se formavam e queriam ir para a cidade por causa de conforto. Hoje é o contrário.

Boas: Em relação a adoção das Boas Práticas Agronômicas, a adoção do refúgio é o mote da nossa campanha. Como o senhor vê o resultado disso no campo?
Laércio: A questão do refúgio é de extrema importância e se não for executado por todos os produtores de uma região ele não vai funcionar direito. Eu acho que a gente tem que conscientizar todos os produtores para que isso seja feito. Eu acredito que o produtor de Sorriso (MT), em sua maioria, está fazendo o refúgio da forma correta. Nós sabemos que isso é importância para prolongar a eficácia da tecnologia. A tecnologia veio para nos auxiliar então está na nossa mão tentar preservar e prolongar a vida útil dela o máximo possível. Quanto mais tempo a gente conseguir melhor. O refúgio é a base. É aquilo que está ao alcance do produtor fazer.



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